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sexta-feira, 24 de maio de 2013

Feira do Livro

Começou, ontem, a 83ª edição da Feira do Livro de Lisboa e eu, obviamente, quero ver se lá dou um salto. Desde há alguns anos a esta parte desenvolvi este hábito, ou antes ritual, de me deslocar ao Parque Eduardo VII, passear-me durante uma ou duas horas por aquela ocasional conjugação de folhas arbóreas e folhas livrescas, comer uma fartura ou um gelado, beber um café ou uma imperial, e desembolsar consideráveis maquias em palavras alheias que passam a ser um pouco minhas, também.

Na edição do ano passado, se a matemática não me falha, a 82ª, recordo-me de chegar ao Marquês de Pombal já aviado com um pequeno saco contendo dois ou três grandes livros. Cruzei-me então com um antigo colega de escola, muito mais robusto fisicamente do que ao nível cognitivo. Depois dos costumados cumprimentos ele disse-me, sorridente: "Fostes comprar livros, não é? Continuas com a mania de que és intelectual, está visto..."




A esta interpelação eu respondi do seguinte modo:

- "Repara, se eu, efectivamente, tivesse a mania que sou intelectual, sugerir-te-ia agora que, de modo célere e resoluto, encetassses a subida desta alameda, prenhe de cultura e saber, e que ao lograres alcançar o topo da mesma sentasses o teu hediondo traseiro na escultura fálica com que João Cutileiro pretendeu assinalar os 25 anos comemorativos da revolução dos cravos. Não tendo eu essa mania, mando-te apenas e só para o caralho!"

Depois desatei a correr Avenida Fontes Pereira de Melo acima, porque levar sopapos no focinho é algo de que não retiro especial prazer.

domingo, 30 de dezembro de 2012

Balanço 2012

Chegada a recta final de um ano é costumeiro fazerem-se balanços, colocando-se num prato o que de bem correu, e que desejamos que, pelo menos, se mantenha no ano subsequente; e noutro prato o que preferimos que não se repita, o que pode ir desde maleitas físicas, como caganeiras e gonorreias recorrentes, até maleitas da alma, onde se enquadram os problemas profissionais e os desgostos amorosos, bastas vezes provocados por caganeiras e gonorreias recorrentes.

Na sequência do que acima ficou escrito, escreverei abaixo aquilo que considerei positivo e negativo neste ano de 2012. Vou, no entanto, cingir-me ao número de cinco tópicos por cada categoria, evitando desnecessários enfados. Vou ainda, em todos os factores positivos, usar a palavra tabela; e em todos os factores negativos usar a palavra ganaus. Porquê? Não sei. Terá de haver uma resposta para tudo, seus Poirots de merda? 

Guardemos para o fim as tristezas, saiba-se das alegrias e daquilo que pretendo que se mantenha:

- A posição do Benfica na tabela classificativa da Liga Zon Sagres;

- A posição do Sporting na tabela classificativa da Liga Zon Sagres;

- A tabela de preços do bordel que frequento, não de forma tão assídua quanto gostaria, a isso obriga a crise, muito embora sejam bastante razoáveis, tanto os preços quanto as profissionais que lá labutam  (aos interessados darei conta da localização em privado);

- A tabela de Basket ao fundo da minha rua, para ir encestar umas bolas com os meus sobrinhos. Não porque goste particularmente dos putos, ou de Basket, mas porque ganho sempre;

- A tabela que fiz em Excel, onde aponto os resultados dos mini-jogos de Basket, só para meter nojo aos putos e, acto contínuo, eles começarem a espingardar e, acto contínuo, levarem uma lambada no focinho.

Agora, os aspectos negativos que gostaria de exorcizar, votando-os definitivamente ao oblívio:

- Os ganaus das partes pudendas, mais comummente conhecidos como chatos, que apanhei algures entre Abrantes e a Chamusca, ainda não sei bem;

- Os ganaus que dizem governar este maravilhoso país, mas que mais não fazem que sugar-nos até ao tutano;

- Os ganaus que apoiam os ganaus da alínea anterior;

- Os ganaus que vivem na sombra dos ganaus da alínea anterior à anterior:

- Os ganaus, em geral, vá, que eu tenho de ir dormir.

Boas entradas no ano e nos...(deixo ao vosso critério a interpretação das reticências, se bem que já sei o que vai nessas cabecinhas badalhocas).