Enquanto ser pensante, de quando em quando, dou comigo perante grandes encruzilhadas mentais no sentido de procurar respostas cabais às grandes questões que, desde sempre, apoquentam o homem em particular, e a mim em geral: será que há vida noutros planetas?; Será que a teoria da reminiscência da alma, tão cara a Platão, tem algum fundamento?; Deus existe?
Hoje, ao almoço, depois de sacar com a unha do mindinho canhoto uma lasca de bacalhau alojada entre um canino e um pré-molar, vi-me a braços com uma dessas questões. Acabado o prato principal, apeteceu-me comer uma peça de fruta. Olhei para a fruteira e entre maçãs, tangerinas, dióspiros e kiwis, peguei numa banana do Equador que, esclarecendo os mais leigos nisto da bananicultura, é das maiorzinhas que se encontram no mercado português. Antes de a descascar, numa analogia que me parece óbvia, perguntei-me: como é que elas aguentam?
Na remota eventualidade do Sr. Dr. Fernando Ulrich ler estas palavras, comungando desta mesma questão, eu folgo em informá-lo que se elas aguentam, o Sr. Dr. também aguenta (atenção, utilizei aqui o Sr. Dr. como sinal do respeito que o Sr. Dr. me merece e não de forma irónica. Nem de perto, nem de longe me parece que o Sr. Dr. apresente toda uma pose e bazófia comuns naqueles que gostam e exigem ser tratados por Sr. Dr. Mas eu sofro de astigmatismo severo e de miopia aguda).

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