quinta-feira, 14 de março de 2013
Ressurreição
Há muito tempo que não versejo, pelo que, em homenagem a todos os que já sofreram as agruras do amor, aqui ficam estes versos, como que a lembrá-los de que há sempre outro(s) colo(s) onde pousar a(s) cabeça(s):
Ressurreição
Partiste e partiste-me, ó derradeira pétala rosácea
do meu lúgubre jardim!
Varreste-me para debaixo do tapete da entrada
e estou sem saída, agora.
Enfiaste-me num saco preto, asfixiante,
onde morro,
vou morrendo,
todos os dias um pouco.
Porém espera, ressuscito na sombra daquela acácia.
Renasço e volto a mim.
Ali se encontra casta moça, deitada,
e já minha mente a desflora.
A passo lento me acerco, hesitante,
mas, num jorro,
saio correndo
e nela me engancho, qual louco!
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