terça-feira, 6 de novembro de 2012

Da minha pessoa, ou nem por isso

Condicionadores não são apenas aqueles produtos que o mulherio, e um ou outro mariconço, põe no cabelo com a suposta finalidade de o tornar mais macio. Condicionadores são também estes meliantes que não me permitem usar mais de 500 caracteres na apresentação que pretendo fazer do meu blogue e de mim próprio. Esclarecendo os menos lestos no processamento encefálico, a apresentação consubstancia-se naquele pequeno texto que está no topo da página. Partindo, porventura erradamente, do princípio que captei a vossa atenção, quereis, com certeza, saber de onde venho, para onde gostaria de ir, para onde efectivamente vou, et cetera e tal.

O meu nome é Juvenal, assim optaram por me chamar meus pais sem o meu assentimento e concórdia, e por essa e outras razões tenho-lhes um ódio visceral só comparado ao que o ministro Vitor Gaspar tem aos contribuintes. Porém tenho vivido sob essa denominação durante toda a minha vida e já há bastos anos que meus pés calcorreiam esta terra. Este meu nome não seria para mim um fardo tão pesado se não existisse entre o ser humano essa perniciosa tendência, movida a toque da preguiça, de abreviar nomes: O Guilherme facilmente passa a Gui; o Rafael sem se dar conta passa a ser o Rafa; o Xavier distrai-se por breves segundos e é Xavi; e eu, malfadado, sou o Juve. 

Mas como se não bastasse este terrível jugo, lograram meus débeis progenitores apor um Leonardo ao, já de si cáustico, Juvenal. 

Juvenal Leonardo é, portanto, a minha graça.


Ora, como é do conhecimento geral, existe uma claque nos meandros do desporto nacional, que dá pelo nome de Juve Leo e que é afecta a um clube cujo nome evito escrever ou pronunciar, pois não pretendo originar náuseas a outrem, e muito menos desejo ser acometido por elas (para isso já chegou ter mencionado o nome da claque). Mas a simples suposição de que o meu nome possa ser associado a tal trupe, faz com que as entranhas se me revolvam e os olhos se me esgazeiem. Não sendo eu uma pessoa dada à violência, seja ela de que estirpe for, à conta de tais paralelismos já abri mais de uma vintena de cabeças, mais de uma trintena de sobrolhos e já rasguei outros tantos beiços.


É certo que se nos cingirmos à presente temporada futebolística, a fúria e a repulsa patentes no parágrafo anterior derivam numa condescendência sem limites, semelhante à que as beatas destinam aos mendigos a seguir à missa de domingo: "Ah coitadinho, até metes nojo!! Toma lá 0.50€ e que Deus Nosso Senhor te acompanhe." O que não diverge muito de: "Ah coitadinhos, até metem nojo!! Tomem lá o Rojo e uma vitória das vossas reservas sobre as nossas, na Luz."


Bem, já me alonguei demais. Aos poucos irei dar-me a conhecer melhor, queiram fazer o favor de me ir acompanhando caso tenham gostado do que leram até agora. Caso não tenham gostado espero que vos cresça uma borbulha execrável, cheia de um qualquer pus esverdeado, mesmo na ponta da penca, e que vos caia o lóbulo da orelha esquerda dentro do prato de caldo verde, e o comam, julgando que é a rodela de chouriço.

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