terça-feira, 27 de novembro de 2012

Para quê pagar, se as como de borla?

Fico apreensivo ao saber que, a maioria dos tarados que leram o título deste post, pensaram imediatamente que me referia às nobres, e porém muy servis, senhoras que desempenham a mais remota profissão deste mundo. "Ah e tal, não acredito que a prostituição seja o mais antigo ofício de que há memória", dirão alguns parvos. Pois é, pasmem-se, mas há quem considere falsa esta ideia de que, nos primórdios da humanidade, a primeira coisa que se fez para ganhar alguns trocados foi alugar a ancestral bardanasca a terceiros. Pode, inclusive, ler-se na Wikipédia, a propósito desta temática:  "...a ideia de que a prostituição seja a profissão mais antiga do mundo não encontra qualquer fundamento histórico ou antropológico, visto que os mais antigos registros de atividades humanas revelam as mais variadas especializações como agricultura e caça, mas raramente revelam indícios de prostituição..."  (podem seguir o link se a minha palavra não vos chega, e até ponho aqui uma ilustração que eles para lá têm, seus desconfiados de merda).



Eu, como é meu timbre nestas questões polémicas, não concordo com esta tese! Então querem fazer-me crer que os Cains, os Abéis, os Moisés, os Abraões deste mundo, dispensaram a oportunidade de se tornarem proxenetas (segunda profissão mais antiga do mundo, seguindo o meu raciocínio) e optaram por ir apanhar batatas e caçar javalis? Querem que eu acredite que o homem, por mais calhau que pudesse ser, preferia empunhar diariamente enxadas ou lanças, ao invés de ficar sentado todo o dia a beber cerveja ou bebida equivalente a esta, naquela época, enquanto as mulheres faziam o trabalho por eles? Não me forniquem!

Mas dispersei-me com esta história de prostituição. Quando o tema vem à baila, perco-me sempre, não sei bem porquê. O título deste ensaio, chamemos-lhe ensaio, vem a propósito da laranjeira que a minha vizinha tem no quintal. Para quê gastar dinheiro em laranjas, se as tenho aqui à porta e de borla?


P.S.: Um conselho: se a imagem, que aqui coloquei, vos despertou alguma espécie de tesão, consultem um médico quanto antes. Eu cá já tenho consulta para amanhã.

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