quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Hmmm, cheira-me que...

Quanto a vós não sei, mas eu consigo destrinçar 3 categorias nos episódios que vão povoando os meus dias: aqueles que não interessam a ninguém (a maior parte deles); aqueles que merecem ser contados (cerca de um quarto); e aqueles que têm, mesmo, de ser contados (um ou outro).

É nesta última secção que se vem encaixar o que hoje me aconteceu por volta das 10h34m35s . Não estranhem a precisão horária, mais abaixo irão compreendê-la e quiçá admirá-la. Ora, identificado que está o tempo desta breve narrativa, urge dar-vos conta do espaço, a saber: um elevador de um moderno e sumptuoso edifício lisboeta, localizado no Campus da Justiça,  ao Parque das Nações. Não que isso seja da vossa conta ou que me rale com aquilo que vocês pensam, mas antes que enveredem pelo sinuoso caminho dos juízos de valor, não me encontrava no referido local como réu de um qualquer processo criminal, mas sim enquanto testemunha de um atropelamento que ocorreu há uns anos e ao qual tive a infelicidade de assistir. 

Tentando resumir esse atropelamento em poucas palavras, pois não foi isso que aqui me trouxe,  atravessava eu a estrada embrenhado em meus pertinentes pensamentos,  quando um velho, que atravessava na direcção oposta à minha, levou com um Peugeot grená em cima, a uns escassos 4 metros de mim. O motorista pôs-se imediatamente em fuga, mas eu, feito parvo, topei-lhe a matrícula e anunciei-o a plenos pulmões, de tal modo que toda a gente num raio de 2 km me ouviu. Logo de seguida, como que a castigar a minha parvoíce, a bengala do velho acertou-me em cheio na cabeça. Aqui reside a supra-mencionada infelicidade, porque para o facto  do velho ter levado uma pazada e ter partido duas pernas e um braço, cagava eu de alto. Ter eu levado com a bengala dele nos cornos e agora ter de andar a caminho do tribunal é que me arreganha os nervos.

Regressando, porém, à manhã de hoje e ao elevador, entrei no 5º piso, vinha o dito num dos seus dois únicos trajectos possíveis, e que neste caso era o  descendente. No seu interior estavam três pessoas: um gordo bem vestido, um marreco mal vestido, e uma gaja a atirar para feia. Quando entrei deviam ser 10h34m25s, cumprimentei todos com um aprazível "bom dia" acompanhado por um ligeiro inclinar da minha tola recém rapada e bem torneada. Durante os 10 segundos que se seguiram observei e analisei os meus companheiros de viagem de forma célere mas eficaz, pois a isso obrigava o meu plano. Algures entre o 3º e o 2º piso, precisamente às 10h34m35s, um de nós peidei-me. Mas suspendamos aqui o relato e voltemos ligeiramente atrás.

Pouco antes de entrar no elevador senti o meu estômago borbulhar e contrair-se, num claro prenúncio do que aí vinha. Cagasse-me eu logo ali e denunciar-me-ia mal entrasse, porque entrar eu e cheirar a couves podres ex aequo seria demasiado óbvio. Digamos que não seria necessário chamar o Sherlock Holmes para encontrar o autor de tão estupenda bufa. De modo que sustive a respiração, sustive a balsemina, saquei do meu telemóvel e entrei no elevador.

Aqueles dez segundos que referi acima, permitiram-me encontrar um bode expiatório para o meu silencioso gás,  e silencioso foi porque enquanto uns aprendem a adestrar animais, eu aprendi a adestrar os meus peidos desde tenra idade. Eis o que me passou pela cabeça nessas 10 unidades de tempo imediatamente inferiores ao minuto: a posição do marreco é propícia ao soltar de purrotes; já o gordo tem mais gases para soltar do que o comum dos mortais; em contrapartida a gaja,  por norma, não se caga em público, mesmo a feia, que tem tendência a enervar-se por se saber feia, e é sabido que as crises nervosas se manifestam bastas vezes pelo cu, ora em abundantes diarreias, ora em arraiais de flatulência. Portanto a gaja está fora da contenda. Agora, entre o gordo e o marreco vou culpar o... e pimba, não deu para aguentar mais, estava eu naquela indecisão entre culpar o badocha ou o corcunda e vi-me obrigado a deixar o flato sair de pantufas. De imediato olhei para o relógio e registei no bloco de notas do meu telemóvel a hora, de modo a poder manter um registo actualizado de todos os meus peidos, o que me permite conhecer melhor o funcionamento do meu organismo.

O cheiro começou a fazer-se sentir, e numa altura em que já todos começavam a contrair as narinas, para apurar o olfacto, carreguei no botão para sair no 1º piso. Ao fazê-lo acenei negativamente com a cabeça olhando acusativa e intermitentemente para o Obélix e para o Quasimodo, que também já se entreolhavam. Saí, então, no 1º andar e desci rapidamente pelas escadas até ao rés-do-chão. Uma vez aí chegado, olhei em frente, e vi a feiosa sair do elevador toda assarapantada, enquanto lá dentro o gordo afiambrava bananos de meia-noite no marreco. Coloquei os óculos de sol e saí à rua, deixando a manhã beijar-me o rosto.

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Jardinário??

Leonardo Jardim despedido por se ter envolvido com mulher do presidente??


Eis o que me passou pela cabeça, num curto espaço de tempo e por ordem cronológica, a este propósito:

- Esta é pelo Euro 2004;

- Em relação ao segundo classificado o Jardim sabia o que é ter mais dez pontos, já em relação ao presidente do seu clube sabia onde fica o ponto G;

- Agora percebo a presença da palavra jardim na expressão "homem sem cornos é como um JARDIM sem flores!";


- Despedimento mais que justo, por se imiscuir no trabalho do presidente;

- Inspirado pela zona antiga da cidade de Atenas, Leonardo Jardim também quis deixar algo em ruínas;

- Tendo, já, marcado presença na Champions League e na Liga Europa, Jardim quis ver como era a "Taça das Taças";


- E, esta não pensei mas li algures: isto vem dar razão ao Jorge Jesus quando afirma que "os treinadores portugueses estão a conquistar a Europa do futebol".




sábado, 19 de janeiro de 2013

O amor é lindo

Recostem-se nas cadeiras em que vossos traseiros estão sentados, aconcheguem-se no conforto das mantas   que vos cobrem, libertem as vossas mentes de toda a espécie de tormentas que as apoquentem, relaxem e preparem-se, pois estão prestes a conhecer a mais bonita das histórias de amor com que alguma vez se depararam ou irão deparar, nem que superem o Manoel de Oliveira no que respeita à compilação de anos de vida. Desde a literatura ao cinema, e às vezes em ambas as artes, foram vários os casais que, ao longo dos tempos, se foram tornando célebres: Romeu e Julieta, Scarlett O'Hara e Rhett Butler, Simão Botelho e Teresa de Albuquerque, Baltasar e Blimunda, Jack e Rose, mesmo até os incestuosos Carlos da Maia e Maria Eduarda e os cowboys panascas de Brockeback Mountain. Pois esqueçam-nos a todos, sobretudo os que referi em último lugar. Retenham antes estes dois nomes: Alfredo e Guilhermina. Estes sim, simbolizam o amor puro e inquebrantável.

Reza, então, assim a história:

Nos meandros de um típico bairro lisboeta, caída que estava a fria noite, era pelas tascas que se aglomeravam as conversas. Num desses estabelecimentos ocorria esta troca de argumentos:

- É melhor? É melhor mas é a merda! Uma arrochada no meio desses cornos era pouco!! Metem estes gajos, que nunca sequer entraram num balneário, a comentar futebol, depois dá nisto: um gajo tem de ouvir estas baboseiras. - gritava o  Alfredo para a televisão, vendo um daqueles domingueiros programas em que se fazem rescaldos das jornadas futebolísticas.

- Eh pá,  ó Alfredo, tem lá calma!! - tentava o Jaime pôr um pouco de água na fervura, lá por detrás do balcão - Isto se gostássemos todos do mesmo nem o andar neste mundo tinha interesse. E mais, com essa gritaria espantas-me a clientela toda, para além de te fazer mal ao coração, pá!

- Jaime, eu sou teu amigo e sabes bem que te tenho em boa conta, mas vai também tu à merda mais as tuas falinhas mansas! Onde é que, na puta da vida, o Tozé é mais jogador que o Canholas? Nunca! Este gajo merece é um estaladão bem assente no focinho. - e aqui já era notório o furioso rubor nas faces Alfredinas.

- Alfredo, continuas nesse timbre e com essa ordinarice toda a sair-te da boca, e vou ter de pôr-te lá fora! - ripostava o Jaime, já pegando num dissuasor de bandidos, vulgo barrote, que guardava sempre junto à arca frigorífica.

- Ó pá, pões lá fora mas é o...

A frase ficou em suspenso não por ser o Alfredo parco em grosserias, como aliás já reparámos, nem por sentir eu pejo em escrever aqui "caralho" porque, ao fim e ao cabo, é uma palavra como outra qualquer e não utilizá-la seria uma espécie de discriminação linguística, para além de ser uma fuga à verdade, pois era exactamente a palavra que o Alfredo ia dizer naquele momento, sei-o eu bem, enquanto narrador omnisciente. A frase ficou em suspenso porque naquele preciso instante entrou, na Tasca do Jaime, uma senhora, facto que por si só seria de espantar, ainda para mais aquele tipo de senhora. Vestia uma saia justa, um pouco acima do joelho, deixando apenas uma sugestão de volúpia não concretizada, e uma blusa ligeiramente desabotoada, nada como o que por ali era costume ver-se.

De olhar cúpido, Alfredo levantou-se com estrondo, arrastando a cadeira. Sem retirar o palito do canto da boca, cofiou o frondoso bigode e encaminhou seus passos na direcção da já referida senhora. Uma vez bem junto dela, pegou-lhe no braço direito e, subitamente acometido pelos deuses da loquacidade, disse-lhe ao ouvido:

- Jamais, em toda a minha vida, meus olhos haviam visto mulher de tal jaez. Não a vejo a si despida, mas vê-me a mim, a senhora, completamente nu. Nu de tudo aquilo que outrora fui, despojado de todas as imperfeições da alma que alguma vez afligiram a minha dignidade e compostura. Aqui estou, completamente a descoberto de amores antigos, destapado da lascívia que noutros femininos braços experienciei . Tudo isto porque, num relance, a vi e a si fiquei agrilhoado, temo que para todo o sempre.

Atordoada, com o palavreado e talvez com o bafo a vinho, Guilhermina, pois era esse o seu nome, respondeu:

- O quê, pá? 

Retornado do transe em que se encontrava e, recuperando os sentidos, Alfredo volveu rapidamente:

- Vou-te esgaçar todinha!! - e ainda o inha ecoava pela tasca, já Alfredo saía porta fora com Guilhermina ao colo para a primeira de muitas e formidáveis foeiradas.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Ah, grande Erica!!

Foi com enorme satisfação que recebi, ontem, esta notícia: Erica Fontes, uma actriz portuguesa de apenas 21 anos, ganhou o "Óscar" da indústria cinematográfica para adultos. Importa aqui fazer um pequeno aparte: cinema para adultos? Estou em crer que há mais adolescentes do que adultos a ver filmes do género, mas posso estar tão enganado quanto estava Hillary Clinton a outro propósito bem diferente, embora também metesse sexo ao barulho.

Mas foquemo-nos no essencial, julgo que tal como a Erica faz levantar pilas, esta notícia deveria levantar a moral de toda uma nação. Numa altura em que o desânimo assola muito bom concidadão nosso, a mulher anda por esse mundo fora a escancarar a senaita por todos nós, elevando dessa forma o nome do nosso Portugal. Aliás, citando a própria "o meu objectivo era...ser internacional e conhecida lá fora, até porque estou a dar a conhecer o meu país". Isto é amor à pátria, caros amigos! Para dar a conhecer o país ela dá, também, a conhecer a sua vulva e o seu ânus, como que a dizer aos estrangeiros, que a vêem enquanto se vêm, "se fores a Portugal, há mais disto!!" 

Eu até vou mais longe e encaro isto como um trunfo diplomático para o ministro Paulo Portas. Quando,em privado, os seus homólogos transfronteiriços trouxerem à baila a história dos submarinos, ele poderá atalhar "por falar em submarinos, veja lá vossa excelência se, caso lhe fosse possível, não submergia o seu aqui" e dito isto, mostrar a notícia. Seria ou não uma forma airosa de sair de uma situação constrangedora? Pois claro que seria, pois não só fugia com o cu à seringa, como ainda valorizava o que de bem é feito pelos portugueses, e que, neste caso concreto, é não fugir com o cu a nada.


Vangloriamo-nos do Cristiano Ronaldo e do José Mourinho, porque não havemos de nos gabar da Erica? Não pretendo desvalorizar o trabalho de ambos, e muito menos ofendê-los, porque até os admiro bastante, mas o Cristiano que experimente levar com o tarolo do Nacho pelo cu acima e o Mourinho que tente abocanhar o bacamarte do Rocco, para verem o que custa a vida. Qualquer um dos dois está sujeito a grande pressão e são várias vezes criticados em praça pública, é verdade, mas também são acarinhados mundo fora e recebem o apoio de milhares e milhares de fãs. Já a Erica não. Isto é extremamente injusto, mas eu próprio, se visse o Ronaldo antes de um jogo dir-lhe-ia: "És o maior, puto, marca um golo por mim!". Já à Erica, antes da rodagem de um filme, nunca diria: "Erica, és grande! Chupa um mangalho por mim!"

Por tudo isto, e sabendo que este prémio rapidamente vai cair no esquecimento e vai ser pouco valorizado, dou os meus parabéns à Erica pois, tal como a generalidade dos portugueses, anda a ser comida à bruta, mas ela ganha prémios por isso.

Com esta conversa toda fiquei com vontade de ver um filmezinho de acção, daqueles de karaté alentejano.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Os canibais neerlandeses

Já não me recordo por que tortuosos caminhos, mas ontem, o rumo de uma casual conversa com um amigo foi parar a isto:


Muito pouco se me oferece dizer a este respeito à excepção de que a expressão "vou-te comer o cu" ganhou todo um novo significado.

domingo, 30 de dezembro de 2012

Balanço 2012

Chegada a recta final de um ano é costumeiro fazerem-se balanços, colocando-se num prato o que de bem correu, e que desejamos que, pelo menos, se mantenha no ano subsequente; e noutro prato o que preferimos que não se repita, o que pode ir desde maleitas físicas, como caganeiras e gonorreias recorrentes, até maleitas da alma, onde se enquadram os problemas profissionais e os desgostos amorosos, bastas vezes provocados por caganeiras e gonorreias recorrentes.

Na sequência do que acima ficou escrito, escreverei abaixo aquilo que considerei positivo e negativo neste ano de 2012. Vou, no entanto, cingir-me ao número de cinco tópicos por cada categoria, evitando desnecessários enfados. Vou ainda, em todos os factores positivos, usar a palavra tabela; e em todos os factores negativos usar a palavra ganaus. Porquê? Não sei. Terá de haver uma resposta para tudo, seus Poirots de merda? 

Guardemos para o fim as tristezas, saiba-se das alegrias e daquilo que pretendo que se mantenha:

- A posição do Benfica na tabela classificativa da Liga Zon Sagres;

- A posição do Sporting na tabela classificativa da Liga Zon Sagres;

- A tabela de preços do bordel que frequento, não de forma tão assídua quanto gostaria, a isso obriga a crise, muito embora sejam bastante razoáveis, tanto os preços quanto as profissionais que lá labutam  (aos interessados darei conta da localização em privado);

- A tabela de Basket ao fundo da minha rua, para ir encestar umas bolas com os meus sobrinhos. Não porque goste particularmente dos putos, ou de Basket, mas porque ganho sempre;

- A tabela que fiz em Excel, onde aponto os resultados dos mini-jogos de Basket, só para meter nojo aos putos e, acto contínuo, eles começarem a espingardar e, acto contínuo, levarem uma lambada no focinho.

Agora, os aspectos negativos que gostaria de exorcizar, votando-os definitivamente ao oblívio:

- Os ganaus das partes pudendas, mais comummente conhecidos como chatos, que apanhei algures entre Abrantes e a Chamusca, ainda não sei bem;

- Os ganaus que dizem governar este maravilhoso país, mas que mais não fazem que sugar-nos até ao tutano;

- Os ganaus que apoiam os ganaus da alínea anterior;

- Os ganaus que vivem na sombra dos ganaus da alínea anterior à anterior:

- Os ganaus, em geral, vá, que eu tenho de ir dormir.

Boas entradas no ano e nos...(deixo ao vosso critério a interpretação das reticências, se bem que já sei o que vai nessas cabecinhas badalhocas).




segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Bom Natal, mas é o...

Julgavam que eu já tinha quinado, não? Enganam-se, ainda estou vivo e recomendo-me. Quem quinou foi um tio meu que vivia lá para o interior, e eu vi-me forçado a deslocar-me até lá para velório, funeral e testamento, onde, curiosamente, constava o meu nome. O velho não tinha filhos, pelo que achou por bem que eu ficasse com grande parte do seu património, ou seja, com o seu canivete suiço e uma boina, daquelas à velho, que, pelo cheiro a bedum, já não devia ser lavada  desde a assinatura do tratado de Tordesilhas.

Ao voltar para casa, pisei a poia que um qualquer canídeo deixou mesmo à minha porta. Contra o bicho não tenho nada, porque os animais agem de acordo com as suas necessidades primárias, sem passar grande cartão a indicações cerebrais. Já contra o dono tenho aqui o canivete suíço com que limpei a merda do meu sapato, e com que lhe limparei o sarampo, se preciso for.


Portanto: bom Natal mas é o raio que vos parta! E isto é para não escrever "bom Natal mas é o caralho que vos foda bem no meio dos vossos cus!",  porque há senhoras que lêem isto, e um ou outro maricas também. Num e noutro caso, tratam-se de pessoas de extrema sensibilidade a quem este  tipo de linguajar pode ofender, muito embora sejam as que mais se  sujeitam  a albergar o mangalho entre as bochechas do pandeiro.