terça-feira, 4 de dezembro de 2012

É Natal, é Natal...

Qual matéria viscosa e escorregadia, de aspecto gelatinoso, o tempo  tem-se-me escapado por entre os dedos, não tenho conseguido agarrá-lo como seria minha intenção primeira. Peço, por isso, imensa desculpa a quem me lê. Infelizmente não tenho a meretriz da vossa vida, que passam o dia sentados, cus colados às cadeiras e mãos coladas aos teclados . Eu trabalho no duro, conforme comprovam as minhas roupas suadas e as minhas mãos calejadas, e escusem-se, por favor, a piadas que associem os calos das minhas mãos a práticas onanistas. Talvez, na mão esquerda, um ou outro advenha daí, mas no cômputo geral advêm da labuta diária.


Eis-nos chegados ao início de Dezembro, e uma vez mais cá temos o Natal à porta, e com ele os pais natais de chocolate; os pais natais que dão colo a putos nos centros comerciais; os pais natais com problemas de identidade, que sobem edifícios armados em homens-aranha (se alguma vez pensaram em assaltar casas aqui têm uma ideia válida). Acredite-se ou não no Pai Natal, o que é certo é que as suas reproduções se deixam ver por aí amiúde. Uns mais balofos, outros menos, nesta época abundam por essa cidade fora que nem monhés no Martim Moniz, local em que se chegam a ver pais natais monhés, substituindo o habitual "Qué Frô?" por um "Qué Pinheiro?", mais adequado à época.




Em breve publicarei aqui um conto de Natal, mas um dos bons, não outra mariquice igual a tantas que para aí andam.

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